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Neoplasia Maligna da Próstata

Neoplasia Maligna da Próstata ou Câncer de Próstata

 

Em 2016, cerca de 61 mil brasileiros receberam diagnóstico da doença, sendo a segunda causa de morte por câncer entre homens, ficando atrás apenas do câncer de pulmão

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.

Estatísticas indicam que 1 a cada 6 homens terá câncer de próstata, mas apenas 1 em cada 34 morrerá por causa da doença.

 

A taxa de mortalidade da doença está em queda, em parte porque está sendo diagnosticada precocemente.

Acomete mais comumente o homem principalmente na faixa etária entre os 60 e 70 anos.

Geralmente não causa nenhum tipo de sintomas, logo, a dificuldade de diagnosticá-lo.

Existe relação com a hereditariedade, homens da mesma família (avô, pai e filhos), apresentam maior chance de adquirirem. É mais comum na raça negra.

A única forma de prevenção para esta doença, assim como para outras neoplasias malignas, seria adquirir hábitos de vida saudáveis, como alimentação saudável, exercícios físicos regulares, controle do peso.

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Os exames mais importantes que temos disponíveis para a detecção precoce são: o exame físico, conhecido como toque retal, no qual o urologista pode perceber a consistência da glândula prostática, se existe alguma área endurecida sugestiva de neoplasia, assim como caracterizar o tamanho da próstata; e o exame laboratorial (exame de sangue) conhecido com PSA (antígeno específico da próstata). Os exames são fundamentais, ambos se complementam, e orientam para o diagnóstico correto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, a orientação é de realizar o exame de toque retal e o exame de PSA, anualmente, a partir dos 45 anos para homens com história familiar positiva e negros; e a partir dos 50 anos para os demais.

O diagnóstico definitivo é obtido através da biópsia de próstata, na qual em geral, 12 fragmentos da próstata são colhidos através de punções com agulha, guiadas por aparelho de ultrassom, introduzido via retal.

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Uma vez realizado o diagnóstico, deve-se definir se a doença está localizada, com chance de cura, o que felizmente acontece na maioria das vezes nos dia atuais, ou se a doença está avançada.

O tratamento para doença localizada pode ser realizado através de cirurgia (foto), com a extirpação total da próstata e vesículas seminais ou prostatovesiculectomia (seja pela via aberta, seja por videolaparoscopia convencional, ou até mesmo com auxílio de robô); radioterapia, entre outros métodos menos utilizados (braquiterapia, ablação por crioterapia ou radiofrequência).

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Qualquer que seja o método escolhido para o tratamento, nenhum é totalmente inócuo. Existe a possibilidade de ocorrerem complicações, as quais com a melhoria da técnicas cirúrgicas, e a melhoria dos aparelhos de radioterapia, apresentam-se com frequência cada vez menor. Contudo as complicações que podem advir são a disfunção erétil (impotência) e a incontinência urinária, em graus variados e passíveis de tratamento também.

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A doença avançada caracteriza-se pela disseminação (metástases) principalmente para linfonodos pélvicos e coluna lombar. Neste caso está indicado a hormonioterapia, seja por castração física (orquiectomia subcapsular, ou remoção do contéudo interno dos testículos), ou castração química (injeções subcutâneas, mensais, trimestrais ou semestrais, conhecidos como análogos do LHRH).

A quimioterapia está reservada para os casos em que o câncer não mais responde à hormonioterapia.

 

Maurício F. L. Marchese

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